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riscos_e_rabiscos

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Saudade. (dia 31)

 

Saudades Saudades! Sim.. talvez.. e por que não?...
Se o sonho foi tão alto e forte
Que pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah, como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão.

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar
Mais decididamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais saudade andasse presa a mim!

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"

 

 

Meu Amor, Meu Amante

 

Acordei com um sentimento estranho de alegria e de saudade. A minha alegria é inexplicável pois exceptuando a noite de chuva torrencial, não houve nenhum acontecimento extraordinário na minha vida. Já a saudade…

 

Há três semanas que não estou com o N. devido às contingências da vida. A verdade é que estou a morrer de saudades dele.

Tenho saudades de o estrafegar, de o beijar e de lhe fazer as minhas “maldades de amor” e que o fazem afinar às vezes.

Tenho saudades dos beijinhos, de dormir juntinhos abraçados ou de mãos dadas. Tenho saudades de colocar as minhas pernas em cima dele e ele reclamar comigo por ter as pernas quentes. Tenho saudades de lhe fazer cócegas nos pés com os meus próprios pés. Tenho saudades de lhe fazer cócegas debaixo dos braços e da cintura e ele ter um ataque de soluços. Tenho saudades dos miminhos dele e das refeições preparadas por ele. Tenho saudades das surpresas em forma de gulodice que ele me traz. Tenho saudades das nossas turras. Tenho saudades de lhe chagar a massa cinzenta. Tenho saudades de lhe chamar todos os nomes amorosos que inventei especialmente para ele. Tenho saudades do seu toque na minha pele. Tenho saudades da paciência dele para me aturar. Tenho saudades da sua preocupação. Tenho saudades de me zangar com ele por empestar a sala com o cheiro de um cigarro fumado às escondidas. Tenho saudades do corpo dele junto ao meu. Tenho saudades de o amar e ser amada. Tenho saudades de estar com ele na nossa casa.

Morro de saudades cada vez que ele se vai embora…

 

 

 

Falta de Presença

                                                           

 

Se pensaram que se tinham visto livres de mim, caros amigos blogueiros, desenganem-se!!!

Se por acaso notaram a minha ausência devo explicar que:

 

1º - Foi fim-de-semana de N. Por isso foi matar saudadinhas (do dono e do cão), e tratar da casinha.

 

2º - Aturar a paixonite aguda do Pimentinha e tentar convecê-lo que aquele caso amoroso não tinha futuro.

 

3º - Matar dois coelhos de uma cajadada só: tratar das encomendas da YRocher para o Natal (sim, porque as ofertas para Natal são baratinhas e esgotam logo) e ver a traquina da minha afilhada.

 

4º -  Tive um bónus extra: o N. ficou cá até segunda-feira. Iupiiii!!!

 

5º - Por fim, graças à dose das minhas substâncias nocivas diárias, deu-me uma moleza e sonolência durante todo o fim de semana, que me toldou as ideias, incapacitando-me de conseguir articular qualquer dedo para escrever uma letrinha…

 

Foram bons motivos, não foram?

 

Borboletas e Interrogações

 

Hoje acordei com borboletas no estômago. Não sei bem porquê. Espero que não esteja para acontecer mais nada. Acredito que estas borboletas estejam aqui a bater asas por causa deste dilema que a vida me trouxe neste momento. O que é certo é que elas têm andado a esvoaçar no meu estômago o dia inteiro.

 

Não dormi muito bem esta noite mas não andei sonolenta nem irritada. Só perdi a fome. Eu nunca costumo comer assim que acordo mas hoje a fome desapareceu mesmo. Estava incapaz de engolir o que quer que seja. Talvez porque as borboletas já tinham ocupado todo o espaço.

Acabei por ir ao café beber um (des)café para ver se me dava vontade de comer algo. Mas não resultou.

 

O espectro da cirurgia não me abandona, paira sobre a minha cabeça como se fosse uma guilhotina. Penso e repenso sobre o assunto e não consigo encaixar a ideia de maneira nenhuma.

Recebi mensagens do H. e da M. a dizerem para eu avançar com a cirurgia. Só que eu acho que eles pensavam que esta cirurgia era a da colocação da banda gástrica. Expliquei que não era.

Sei que a irmão da companheira do H. tem uma banda e está maravilhosa e a dar-se optimamente. Por isso é que eu acho que ele achava que era a mesma coisa. Ele está dentro da indústria farmacêutica, a companheira é médica e pode informar-se sobre o assunto.

Acho que com a M. se passou o mesmo. Nenhum dos dois sabem ao certo o que é isto e quais os riscos que acarreta.

 

Acho muito curioso que, com centenas de pessoas que passam pelo meu blog, não tenha surgido um comentário de ninguém a cerca do bypass. Afinal, esta cirurgia não é assim tão invulgar…

Será que não passou por aqui ninguém que conheça ou tenha ouvido falar de outrem que tenha passado por esta cirurgia?

E com tanta gente gordinha em Portugal, não passou por aqui ninguém que lhe tenha sido feita a mesma proposta?

São interrogações às quais nunca saberei responder mas que pairam na minha cabeça.

 

Encontrei uma auxiliar que trabalha na escola onde estive há três anos. Fiquei a saber que a escola está diferente e que muitas das pessoas que lá estavam já não estão. Pediu-me muito para eu lá ir pois estavam com saudades minhas.

É bom saber que, de alguma forma, marcámos alguém e que deixámos saudades…

 

 

P.S. – Não sei se já repararam no elemento novo que coloquei no meu perfil… :)